Gerson Munayer

landscape designer

  • Gerson Munayer

Trepadeiras - Movimento que Encanta

Atualizado: 5 de Ago de 2018

Cientificamente chamadas de Lianas, as trepadeiras são todas aquelas espécies botânicas que precisam de um suporte ou apoio para se desenvolver de forma plena. Muitos leigos, na falta do conhecimento sobre as mesmas, afirmam serem espécies que parasitam e danificam outras plantas, sugando sua seiva.



O universo das Lianas(trepadeiras) envolve um número muito diverso de espécies, muitas figuram como estrelas no paisagismo, formando lindas composições em cercas vivas, pérgulas, quiosques, fachadas, edículas e paredes vivas.

Tem diferentes hábitos, conforme classificado abaixo:


Volúveis: utilizam o caule, ramos ou pecíolos para se enrolarem. São as mais comumente encontradas e normalmente apresentam o crescimento direcionado para um único lado, sendo sinistrorso (enrola para esquerda) ou dextrorso (enrola para a direita), sendo característico para cada espécie o lado pelo qual se enrolam no suporte.

Preênseis: possuem gavinhas para prender-se no suporte. As gavinhas (apêndice ou braço vegetal) podem ser simples ou ramificadas, terminando em estruturas adesivas ou uncinadas (como unha).

Escandentes: devido à sua flexibilidade crescem apoiando-se na vegetação circundante. São freqüentemente armadas de acúleos para evitar a queda. Por não apresentarem facilidade particular de escalada, às vezes são confundidas com volúveis.

Radicantes: possuem raízes adventícias aderentes que servem de apoio para a escalada.Conseguem escalar o suporte de qualquer textura e diâmetro.

No Brasil existem 52 famílias com espécies trepadeiras que são pouco estudas e na maioria das vezes consideradas como plantas daninhas e prejudiciais as arvores (ainda persiste o habito de pessoas “ignorantes” mandarem roçar as matas de sua propriedade para limpar o mato e deixar as arvores crescerem. Essas pessoas desconhecem a função ecológica das trepadeiras ou cipós que na verdade ajudam a floresta a permanecer de pé, além de beneficiar o transito dos animais arborícolas, além de serem ótimo abrigo para animais e pássaros morarem, dormirem ou fazer ninho. Mais importante ainda é que grande parte das trepadeiras produzem folhas, flores e frutos ou sementes comestíveis.


Como cultivar


O espaçamento mínimo entre plantas é de 5x5 m, onde deve ser abertas covas de 50 cm de profundidade, 40 cm de comprimento e 40 cm de largura. Os 30 cm da terra de superfície deve ser reservados e adiciona-se 500g de farinha de osso ou 300 g de calcário, mais 1 kg de cinzas e 10 kg de matéria orgânica bem curtida, misturando bem todos os componentes, deixando curtir por no mínimo 2 meses. Nesse período uma parreira deve ser construída com o uso de 6 mourões ou poste de concreto que tenham 2,20 m de comprimento. Os mesmos serão fincados numa distancia de 2 m de largura entre filas e 3 m entre mourões.

As covas para se fincar os mourões devem ter 60 cm de profundidade de moto que sobre 1,60 na altura, aonde na cabeça dos mourões deve ser amarrados e pregados arames que vão tutorar os galhos trepadores. Depois que os arames das bordas e centrais forem bem fixados, deve-se fazer uma malha passando arames nº 18 a 40 cm de distancia no sentido do comprimento e largura, dando uma volta ao cruzarem entre si.

Depois de pronta a parreira, chegou a hora do plantio que deve ser feito De outubro a novembro, ocasião em que se deve fincar uma taquara que leve o cipó até a rede de arames. A medida que o cipó crescer esse deve ser amarado até que alcance os arames.

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